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Setor da moda deve ganhar novo fôlego com linha de crédito e cursos

Apoio aos micro e pequenos empresários da área têxtil foi detalhado em reunião na sede do Marco Pernambucano da Moda/NTCPE


Encontro foi conduzido pela diretora-presidente da AGE, Angella Mochel (de blusa marrom), e pelo presidente do Marco da Moda, Wamberto Barbosa (de blusa azul clara). Foto: AGE/Divulgação.

O setor da moda em Pernambuco pode ganhar, em breve, um novo fôlego e ultrapassar ainda mais fronteiras. O apoio aos micro e pequenos empresários da área têxtil será costurado por iniciativas como os cursos de qualificação, oferecidos pela Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo (SEDEPE) e a possibilidade de criação de uma nova linha de crédito, a ser disponibilizada pela AGE. Para unir forças e afinar os detalhes desta parceria, nossa diretora-presidente, Angella Mochel, participou de reunião nesta terça-feira (25/04), a convite de Wamberto Barbosa, presidente do Marco Pernambucano da Moda.


No encontro, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, eles trocaram informações sobre o segmento têxtil no Estado, ressaltando questões como a sustentabilidade e as novas tecnologias. Também comentaram sobre a necessidade de melhorar a formação profissional e os eventos bem-sucedidos do setor, a exemplo do Festival do Jeans, em maio, e da Rodada de Negócios da Moda, que terá sua próxima edição em julho e já conta com a adesão de 16 municípios. “O desafio é entender melhor o setor e suas características, enxergando o Pólo de Confecções e Têxtil do Agreste como um negócio diferenciado”, observa Angella Mochel.


MÃO DE OBRA - Wamberto Barbosa ressalta que é preciso seguir quebrando paradigmas, até para sanar a falta de mão de obra especializada. “A demanda por capacitação existe no Estado todo, mas a Zona da Mata é uma das maiores lacunas. Não bastam cursos de costura. É preciso ensinar corte, modelagem, design, para sairmos da etiqueta de um modelo único”, avalia o gestor.


Matéria-prima e maquinários seriam os pontos mais relevantes para a melhoria do setor, além da qualificação. “Cerca de 68% da produção do nosso mercado de Pernambuco hoje corresponde a menos de 30% do nosso potencial de consumo, por falta de braço especializado mesmo. O pensamento dos empreendedores é de produzir para revender. Mas já existem formas de acessar mercados mais interessantes no varejo”, argumenta Wamberto, citando áreas como fardamento e moda infantil como campos que vêm conseguindo crescer.



EIXOS ESTRATÉGICOS - O Marco Pernambucano da Moda é um dos projetos do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE). O Núcleo, por sua vez, é uma organização social (OS), que existe desde 2012, e atua a partir de quatro eixos estratégicos: a comercialização (com acesso a novos mercados); o empreendedorismo e a qualidade da produção; o fomento à produção e a digitalização e infraestrutura. As unidades da instituição existem em Olinda e em Caruaru, mas é estudada a possibilidade de chegarem a mais uma cidade (Toritama, referência na produção de jeans).


O NTCPE tem contrato de gestão com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC), a partir do Funtec ( Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Têxtil e de Confecções). Seu conselho administrativo é composto por representantes do Governo do Estado, sindicatos e federação do setor.


Também estiveram presentes à reunião de alinhamento o superintendente de Pequenos Negócios da AGE, Bruno Queiroz; o superintendente de Operações Especiais, Antonio Jácome e a secretária executiva da SEDEPE-PE, Cristiane Andrade, além de Karine Medeiros, gerente Administrativa e Financeira do NTCPE/Marco Pernambucano da Moda.



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