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Mais do que mãe e filha, parceiras no trabalho e na vida

Lucivânia e Luana Maciel estão à frente da Lis Luna, em Boa Viagem, e com filial no Ipsep



Microempresárias de loja de roupas já renovaram por três vezes o contrato com a AGE. Fotos: Rafael Araújo/AGE/Divulgação.

Mãe e filha que cultivam uma relação de amizade e parceria tanto na vida pessoal, quanto na rotina profissional. Essa é a história de Lucivânia e Luana Maciel, que estão à frente da Lis Luna, loja de moda feminina que funciona em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Para celebrar a passagem do Dia das Mães e valorizar as famílias que empreendem unidas, fomos conhecer o espaço das microempresárias, que são clientes da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE). A convivência entre Lucivânia Maciel e a filha Luana se fortaleceu bastante depois que passaram a trabalhar oficialmente juntas, há quatro anos. 

Uma não esconde a admiração pela outra, sentimento que já existia antes da Lis Luna, e ficou ainda mais intenso. Para Lucivânia, o contato profissional mais constante com Luana apenas solidificou a relação de confiança, além da vontade, que elas já compartilhavam, de crescer e ter rentabilidade. “A gente se completa. Fica de lado esse ‘apadrinhamento’ de mãe e filha e entra a prestação de contas mesmo. Na empresa, fico com o setor de compras e financeiro, enquanto ela fica mais na loja, coordena as funcionárias, no ponto de vendas, e responde por todo setor de marketing e divulgação nas nossas redes sociais”, explica a mãe. 

Trabalhando juntas há quatro anos, mãe e filha oficializaram uma parceria que já existia desde a infância de Luana. “Antes da loja física, quando minha mãe trabalhava de modo mais informal, eu ajudava a separar as peças, colocava os preços nas etiquetas, tirava fotos mais amadoras”, conta. No começo, foi desafiador, lembra Luana. “Nossa parceria hoje é cem por cento. Tentamos deixar cada uma com sua autoridade em seu cargo, em seu papel, e vai fluindo”, elogia. Lucivânia concorda. “Luana me dá sugestões de coisas mais atuais, para o público mais jovem. E eu ajudo com meu olho clínico, com a experiência que já acumulava. Somos parceiras de trabalho mesmo, por trilharmos o mesmo caminho, com o objetivo em comum”, opina a mãe, que começou a trabalhar com o comércio de roupas há três décadas, primeiro com lingerie, com vendas de porta em porta, como as sacoleiras. TEMPO RECORDE - A microempresária já tinha uma clientela fixa e costumava deixar as bolsas com as peças de roupa no endereço das consumidoras. Foi quando surgiu a ideia de montar a loja física, um projeto que saiu do papel em tempo recorde. “Meu marido não queria que eu ficasse trabalhando na rua. Comentei que tinha algumas exigências: sonhava com um espaço com vitrine de frente e local para estacionamento. Ele conseguiu encontrar a loja ideal no dia seguinte”, recorda Lucivânia, rindo da velocidade com que o negócio se tornou realidade.


Para ser sua aliada na nova fase, convidou a filha Luana, hoje com 26 anos, formada em Biologia, mas apaixonada por marketing e com ótimo traquejo para a comunicação pelas redes sociais. A chegada da pandemia da covid, em 2019, por pouco não as fez desistir da Lis Luna, já que abriram as portas da nova loja uma semana antes de ser decretado o lockdown pelo governo e autoridades sanitárias.


“Colocamos as esteiras mais baixas, para ajudar a mostrar as roupas nos vídeos, e comecei a fazer ‘provador’, mostrando os modelos pelo nosso Instagram (@lislunaoficial). Minha mãe brinca que nasci pra isso. Também voltamos a fazer as entregas na casa das clientes e contratamos blogueiras para exibir os looks”, recorda Luana.

Crédito é usado para renovar as compras do estoque da Lis Luna.

Há seis meses, veio mais uma etapa da loja, com a inauguração de uma filial no Ipsep. Com área maior que o ponto em Boa Viagem, o novo estabelecimento, localizado na Rua Saldanha Marinho, ajudou na expansão do mostruário. “Vontade, todo mundo tem, mas também precisa ter coragem. O mercado da moda vem por picos de movimento. Existem épocas em que as vendas estão muito boas e, depois, as pessoas param de comprar. Vou de acordo com o que consigo arcar”, ressalta Lucivânia, ao comentar que o objetivo é oferecer ao público preço justo, com preocupação com os tecidos e modelagem.


CRÉDITO - A microempresária segue à risca o lema de sua loja, que também adotou para si: “Diva não gasta, investe!”. Após inaugurar o estabelecimento, há quatro anos, elas se tornaram clientes da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE) para a linha de crédito voltada a micro e pequenas empresas. Gostaram tanto da experiência, que renovaram o financiamento pela terceira vez no começo deste ano, ampliando o valor aprovado, que agora chegou a R$ 15 mil.


“Valeu demais buscar financiamento junto à AGE. A cada três meses, fazemos novas compras para renovar as opções para nossas clientes. E nenhum outro banco consegue oferecer [o crédito] com estas taxas de juros”, comenta Lucivânia, 54 anos, que hoje já emprega formalmente duas funcionárias na Lis Luna. “O crédito me ajuda a ter poder de barganha. Quando chego nos fornecedores, posso conseguir desconto, melhorar a precificação e trazer mais lucratividade para a minha empresa”, avalia.


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